ASSOCIAÇÃO DOS INDUSTRIAIS DE ALUGUER DE AUTOMÓVEIS SEM CONDUTOR
III CONVENÇÃO NACIONAL 2019  |  5 ABRIL  | CULTURGEST

BEM - VINDOS

PAULO MOURA

Presidente ARAC

JOAQUIM ROBALO DE ALMEIDA

Secretário-Geral ARAC

A Convenção Nacional da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis Sem Condutor é o principal fórum agregador das empresas de locação de meios de mobilidade, parceiros da atividade turística, da indústria automóvel e da área financeira e das entidades públicas responsáveis pelas áreas do turismo, mobilidade e transportes.

No próximo dia 5 de abril, a ARAC irá realizar a sua III Convenção Nacional, subordinada ao tema “O Futuro da Mobilidade e do Turismo”, a qual terá lugar no Auditório da Culturgest, em Lisboa.

A revolução em curso ao nível dos meios de mobilidade, em conjugação com a crescente oferta de produtos e serviços de mobilidade inovadores, os quais estão a transformar radicalmente a forma como nos deslocamos no dia-a-dia e nas viagens turísticas, terão um especial destaque na III Convenção Nacional da ARAC.

Por um lado, a posse de um veículo é cada vez menos uma prioridade, em especial para as novas gerações, com várias cidades na Europa a adotar políticas tendentes à redução da utilização de veículos automóveis, em especial os movidos a combustíveis fósseis.

A tendência aponta para o aprofundamento da digitalização e desmaterialização da locação de meios de mobilidade, com o surgimento de serviços suportados por sistemas e tecnologias de informação e comunicação complexos, mas de utilização simples, que permitam a acessibilidade de veículos 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Simultaneamente, os veículos autónomos, conectados e elétricos vão conquistando cada vez mais utilizadores, alterando substancialmente a experiência de condução.

Esta revolução da mobilidade irá marcar uma transformação ao nível do Turismo, uma atividade que, a nível mundial, vem apresentando uma taxa de crescimento anual superior à do conjunto da atividade económica global, e que em Portugal constitui o principal motor da atividade económica nacional, assumindo-se como o maior exportador e o maior criador de emprego ao longo dos últimos anos.

É neste contexto do crescimento da atividade turística, associada à revolução em curso nos meios de mobilidade que a ARAC realiza a sua III Convenção Nacional, com o objetivo de lançar uma reflexão às empresas e entidades ligadas à locação de meios de mobilidade sobre o impacto das inovações no âmbito dos meios de mobilidade, bem como sobre o momento atual e futuro do Turismo nacional, num mercado em constante evolução e cada vez mais competitivo.

PAINÉIS

I Painel - Um futuro sem volante?

Aquilo que há alguns anos estava reservado à ficção científica é já hoje uma realidade. Nunca a mobilidade foi tão inteligente e tecnológica, sendo que a tendência é a de aprofundamento da autonomização, conectividade e eletrificação do parque automóvel mundial. Os veículos autónomos e conectados estão a revolucionar a forma como interagimos com os mesmos.  Num futuro não muito distante, não haverá condutor e todos seremos passageiros em veículos nos quais o volante será um elemento acessório ou mesmo dispensável, uma vez que os mesmos tomarão todas as decisões de forma autónoma, recorrendo a sensores e câmaras que fazem a leitura das situações em tempo real. Paralelamente à evolução tecnológica exponencial ao nível da autonomia e conectividade dos veículos, o motor elétrico vai conquistando o seu espaço e assume-se cada vez mais como uma alternativa aos tradicionais motores movidos a combustíveis fósseis. O investimento cada vez maior por parte dos tradicionais fabricantes de automóveis tem-se refletido na diversificação da oferta, no aumento da autonomia e na diminuição do preço destes veículos. Por outro lado, a expansão da rede de abastecimento é fundamental para cativar os utilizadores e transformar o automóvel elétrico em veículo para todas as ocasiões e não apenas para curtas deslocações diárias. Neste Painel refletir-se-á sobre o futuro próximo dos veículos em geral e do automóvel em particular, um futuro sem volante, contando com a presença de oradores nacionais e estrangeiros de referência nas áreas dos novos sistemas de mobilidade e da inteligência artificial aplicada à mobilidade.


II Painel - Afinal o Diesel não morreu!
O aumento da poluição atmosférica, sobretudo nas grandes áreas urbanas, e as alterações climáticas sentidas em todo o planeta têm impulsionado os Estados a implementar políticas que visam a redução da dependência dos combustíveis fósseis. Os veículos a movidos a gasóleo, principal opção dos consumidores e das empresas em Portugal e na Europa ao longo dos últimos anos, têm sido particularmente atingidos por políticas públicas de condicionamento ou mesmo de proibição de acesso a determinadas áreas urbanas, onde os veículos com determinada idade ou com determinado nível de poluição estão impedidos de circular ou onde a sua circulação é fortemente restringida. Será mesmo o fim da linha para os veículos a diesel? Neste Painel serão abordados os mais recentes desenvolvimentos nas motorizações a diesel, com enfoque na redução da emissão de gases poluentes e na progressiva redução do consumo de combustível, que fazem com que os automóveis movidos a este combustível continuem a corresponder a uma parte significativa dos veículos em circulação em Portugal e na Europa.


III Painel - O digital muda tudo


A revolução da economia digital está em curso e a adaptação das empresas a esta nova realidade já não é meramente uma questão de crescimento da sua atividade: só as empresas que acompanharem este desenvolvimento tecnológico conseguirão sobreviver. No setor da locação de meios de mobilidade temos vindo a assistir ao surgimento de novos produtos e serviços baseados em sistemas digitais, quer reinventando a utilização do automóvel, quer massificando a locação de outros veículos, com enfoque nos meios de mobilidade suave. A experiência do cliente vai ser cada vez mais prioritária para as empresas do setor do Turismo, e o aluguer de meios de mobilidade não é exceção. As empresas têm que inovar ao nível dos produtos e serviços que oferecem, de modo a responder continua a instantaneamente às necessidades dos clientes, as quais estão em constante mutação. Os telemóveis são hoje as ferramentas tecnológicas preferenciais para os clientes, que pesquisam continuamente os melhores negócios e as melhores experiências, sendo o marketingdigital uma das ferramentas mais importantes de envolvimento das empresas com os clientes. Para as novas gerações, as quais já nasceram na era do digital, o sitemóvel já é e continuará a ser o principal cartão-de-visita da empresa perante o cliente. Os grandes desafios da economia digital para as empresas de locação de meios de mobilidade e a capitalização das suas potencialidades por parte das mesmas serão temáticas debatidas neste painel.


IV Painel - Como vai ser o Turismo daqui a 5 anos?
As exportações de turismo têm vindo a aumentar exponencialmente nos últimos anos, com uma variação especialmente acentuada entre 2015 e 2017, passando em 2 anos dos 11,5 mil milhões para mais de 15,1 mil milhões de euros. Embora as mais recentes projeções do Banco de Portugal para o horizonte temporal 2019, 2020, 2021 apontem para um crescimento a um ritmo mais moderado do que nos últimos anos, prevê-se que as exportações de Turismo superem os 20 mil milhões de euros em 2021. 2018 foi, uma vez mais, um ano de recordes para o Turismo nacional ao nível das receitas e do número de visitantes, ficando ainda marcado ainda pelos inúmeros galardões internacionais atribuídos a Portugal, com especial destaque para o prémio World's Leading Destinationnos prestigiados World Travel Awards, pelo segundo ano consecutivo. Num mundo onde o número de turistas cresce de ano para ano, são cada vez mais os destinos concorrentes. Portugal apresenta importantes trunfos, mas também são vários os desafios que se colocam. Como principais trunfos, o nosso país apresenta uma qualidade mundialmente reconhecida na prestação de serviços turísticos e ainda o facto de ter crescido nestes últimos anos a um ritmo superior face aos seus concorrentes diretos da Europa do Sul/Mediterrânea (nomeadamente Espanha, Itália e Grécia). Entre os principais desafios, destaca-se a incerteza do atual contexto geopolítico europeu e mundial, em especial as dúvidas sobre o impacto do Brexitno turismo oriundo do Reino Unido, principal mercado emissor de turistas para o nosso país. Neste Painel, várias personalidades do universo do Turismo debatem o presente e o futuro próximo da atividade turística nacional.


V Painel - Portugal: De 17 milhões para 30 milhões de visitantes
O crescimento no número de passageiros desembarcados nos aeroportos nacionais e do número de dormidas refletem o crescimento da atividade turística no nosso país. O sol e a praia foram, durante muito tempo, os dois aspetos que seduziram os turistas para Portugal, mas atualmente a diversificação é cada vez mais importante para o sucesso do turismo nacional.  Porto e Lisboa entraram definitivamente no roteiro de city breaks. O turismo de natureza e a prática desportiva atraem visitantes para os destinos menos explorados. Grandes eventos com projeção internacional como festivais de música e cimeiras atraem visitantes oriundos dos quatro cantos do mundo ao nosso país. A evolução exponencial, em quantidade e qualidade, das infraestruturas de cuidados de saúde, que contam com profissionais altamente qualificados e centros de investigação internacionalmente reconhecidos, fomentam o turismo de saúde em Portugal. Também ao nível do país de origem também temos assistido a uma maior heterogeneidade. Reino Unido e França continuam a ser os principais mercados emissores de turistas para Portugal, seguidos de perto por Espanha e Alemanha. Contudo, temos assistido nos últimos anos ao crescimento do turismo proveniente de fora da Europa, em especial do Brasil, Estados Unidos da América, Canadá e República Popular da China. É fundamental continuar a divulgação e promoção do destino Portugal, quer através da fidelização de mercados já existentes, quer através da conquista de novos mercados. O último Painel da Convenção contará com a presença de individualidades de vários quadrantes da sociedade, com o objetivo de abordar novos produtos turísticos e novas formas de cativar aqueles que, em cada vez maior número, escolhem Portugal como seu destino de férias.

CONVENÇÕES  ANTERIORES

II Convenção Nacional 2018

Realizou-se no dia 9 de fevereiro de 2018, a II Convenção Nacional da ARAC sob o lema “A Energia da Nova Mobilidade”.

O evento teve lugar no Hotel Pestana Palace, em Lisboa e contou com a presença de 330 participantes, entre empresas associadas, Membros do Governo, Entidades Públicas e Entidades Privadas.

A Convenção Nacional da ARAC 2018 teve como objetivo lançar uma reflexão às empresas e entidades ligadas à atividade representada pela ARAC sobre a importância da estratégia da Mobilidade, a mobilidade elétrica, o turismo no momento atual e no futuro, a condução inteligente e os veículos autónomos, bem como os enquadramentos económicos e jurídicos destas novas atividades, num mercado em que atendendo à importância da mobilidade na composição de qualquer produto turístico teve nesta Convenção o seu enfoque principal nas novas tecnologias e no Turismo.

I Convenção Nacional 2017

Realizou-se no dia 20 de janeiro de 2017 no Hotel da Penha Longa – Sintra a I Convenção Nacional da ARAC sob o lema “Rent-a-Car – Atividade Económica Global”, a qual contou com a presença de 260 participantes entre empresas associadas, Membros do Governo, Entidades Públicas e Entidades Privadas.

O evento teve como objetivo lançar uma reflexão às empresas e demais participantes sobre a importância das novas tecnologias do Digital, os veículos conectáveis e os novos meios de mobilidade, o futuro do Turismo do qual o rent-a-car é parte integrante e as novas diretivas comunitárias de transparência na relação com os consumidores aplicáveis ao rent-a-car num mercado em que atendendo à importância da mobilidade na composição de qualquer produto turístico é fundamental, tendo Paulo Moura (Presidente do Conselho Diretor da ARAC) abordado a importância dos temas a discutir nesta I Convenção Nacional da ARAC.

Cite-se a este respeito a OMT – Organização Mundial de Turismo, na sua Conferência de 1991 realizada em Otava, ao preconizar o conceito de turismo como – “um fenómeno social, cultural e económico relacionado com o movimento das pessoas a lugares que se encontram fora do seu lugar de residência habitual por motivos pessoais ou profissionais…” e ainda Thomas Cook, conhecido como o pai do turismo moderno e predecessor do pacote turístico que terá afirmado que o desenvolvimento da atividade turística está intimamente ligado à evolução dos transportes.

A Senhora Secretária de Estado do Turismo – Ana Mendes Godinho procedeu à abertura oficial da Convenção, sublinhou de forma reiterada a importância do rent-a-car no Turismo e chamou a atenção deste setor para promover a mobilidade dentro do território e reforçar a acessibilidade do nosso país enquanto destino turístico.